terça-feira, 12 de novembro de 2013

Você prefere ser bom ou ser inteiro?

Na tentativa de não sofrer, buscamos, sem nos darmos conta, métodos para nos anestesiar da frustração iminente. Alguns desses métodos podem funcionar temporariamente. Mas, em geral, quando algo nos desagrada, nossa primeira reação é dizer: " Não acredito que isto esteja acontecendo! "
Ficarmos indignados com relação ao que estamos sentindo ou vivendo só coloca mais fogo no fogo das emoções que estão fervilhando dentro de nós.
Quanto mais somos tomados pela indignação, estamos fadados a sofrer mais!
Porém, quando lidamos com os acontecimentos tal como eles são, começamos a atenuar nossa visão neurótica da vida.
O segredo está em não resistir ao que emerge em nós e, ao mesmo tempo, não adicionar nada mais a essa experiência.
Mas não é tão simples assim! Fomos educados para sermos bons e eficientes e, por isso, aprendemos a ver nossos defeitos como inaceitáveis! Não aprendemos a nos auto-acolher ou ter compaixão por nos mesmos. Como não sabemos lidar com nossos defeitos, passamos a rejeitá-los. E rejeitando a nos mesmos, rejeitamos a vida!
É o que acontece quando nos pegamos dizendo: " Eu não posso estar sentindo isso!; Ou mesmo " É inadmissível que isso tenha ocorrido comigo de novo!"
Se algo é visto como inaceitável, não tem reparo nem negociação. Então, instintivamente escondemos e negamos esses impulsos inaceitáveis. Assim, nos afastamos de nós mesmos. Nesse sentido, podemos reconhecer que estamos nos perdendo quando exageramos nossas reações emocionais.

Você prefere ser bom ou ser inteiro?

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